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terça-feira, 27 de julho de 2010

Dogma 95 - começa hoje





DOGMA 95 – 15 ANOS DEPOIS
27 de julho a 03 de agosto de 2010

Prescrevendo uma estética de despojamento e transparência, o movimento Dogma 95 teve seus fundamentos expostos num manifesto assinado pelos cineastas dinamarqueses Lars von Trier e Thomas Vinterberg (posteriormente ratificado pelos conterrâneos Kristian Levring e Søren Kragh-Jacobsen), tornado público em março de 1995, durante as comemorações do centenário do cinema, em Paris. Passados 15 anos daquele momento, o documento motivou a produção, em todos os continentes e numa infinidade de contextos sócio-culturais, de quase uma centena de filmes que cumprem estritamente os preceitos do programa e, assim, ganharam seu “certificado” e um número na filmografia oficial do Dogma. Para além deste acervo , o manifesto ecoou em larga parcela da produção audiovisual posterior, suscitando reflexão e ampliando possibilidades, e permanece como última manifestação programática de uma estética para o audiovisual contemporâneo. Com o objetivo de reapresentar o contexto histórico e geografico de onde emergiu o estilo e sua evolução, a Cinemateca Brasileira oferece a mostra DOGMA 95 – 15 ANOS DEPOIS. Contando com o apoio da do Instituto Cultural da Dinamarca, a programação traz uma pequena amostragem de filmes escandinavos ligados ao movimento, incluindo uma de suas obras inaugurais, Os Idiotas – lançada três anos depois da publicação do manifesto e dirigida pelo seu mais notorio signatário, Lars von Trier – e produções dinamarquesas recentes, como Nas suas mãos, o 34º lançamento a receber a chancela oficial do Dogma. Apesar de incluir apenas quatro filmes, a mostra pe rmite um paralelo entre a produção incial ligada ao Dogma e os filmes mais recentes produzidos segundo seus preceitos em seu país de origem. Na terça-feira, dia 3 de agosto, às 21h00, após sessão do filme Os Idiotas, a Professora Associada de Cultura e Mídia Bodil Marie Stavning Thomsen, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, apresenta uma palestra sobre o Dogma, o contexto em que foi originado e sua evolução, com tradução simultânea.

As regras do Dogma 95 (também conhecidas como “voto de castidade”):
1. As filmagens devem ser feitas em locações. Não podem ser usados acessórios ou cenografia (se a trama requer um acessório particular, deve-se escolher um ambiente externo onde ele se encontre).
2. O som não deve jamais ser produzido separadamente da imagem ou vice-versa. (A música não poderá ser utilizada a menos que ressoe no local onde se filma a cena).
3. A câmera deve ser usada na mão. São consentidos todos os movimentos – ou a imobilidade – devidos aos movimentos do corpo. (O filme não deve ser feito onde a câmera está colocada; são as tomadas que devem desenvolver-se onde o filme tem lugar).
4. O filme deve ser colorido. Não se aceita nenhuma iluminação especial. (Se há muito pouca luz, a cena deve ser cortada, ou então, pode-se colocar uma única lâmpada sobre a câmera).
5. São proibidos os truques fotográficos e filtros.
6. O filme não deve conter nenhuma ação "superficial" (noutras palavras, é vetada a ocorrência de homicídios, armas etc.).
7. São vetados os deslocamentos temporais ou geográficos. (O filme se desenvolve em tempo real).
8. São inaceitáveis os filmes de gênero.
9. O filme final deve ser transferido para cópia em 35 mm, padrão, com formato de tela 4:3. (Originalmente, o regulamento exigia que o filme deveria ser filmado em 35 mm, mas a regra foi abrandada para permitir a realização de produções de baixo orçamento.)
10. O nome do diretor não deve figurar nos créditos.

CINEMATECA BRASILEIRA
Largo Senador Raul Cardoso, 207
próximo ao Metrô Vila Mariana
Outras informações: (11) 3512-6111 (ramal 215)
www.cinemateca.gov.br

Taxa de manutenção: R$ 8,00 (inteira) / R$ 4,00 (meia-entrada)
Atenção: estudantes do Ensino Fundamental e Médio de escolas públicas têm direito à entrada gratuita mediante a apresentação da carteirinha.


PROGRAMAÇÃO

27.07 | TERÇA

SALA CINEMATECA PETROBRAS

19h00� MIFUNE

21h00� NAS SUAS MÃOS


28.07 | QUARTA

SALA CINEMATECA PETROBRAS

19h00� OS IDIOTAS

21h00� CORAÇÕES LIVRES


29.07 | QUINTA

SALA CINEMATECA PETROBRAS

19h00� NAS SUAS MÃOS

21h00� MIFUNE


30.07 | SEXTA

SALA CINEMATECA PETROBRAS

19h00� CORAÇÕES LIVRES

21h00� OS IDIOTAS


31.07 | SÁBADO

SALA CINEMATECA PETROBRAS

19h00� MIFUNE

21h00� NAS SUAS MÃOS


01.08 | DOMINGO

SALA CINEMATECA PETROBRAS

18h00� CORAÇÕES LIVRES


03.08 | TERÇA

SALA CINEMATECA BNDES

19h00� OS IDIOTAS | PALESTRA COM BODIL MARIE STAVNING THOMSEN


FICHAS TÉCNICAS E SINOPSES

Corações livres (Elsker dig for evigt), de Susanne Bier
Dinamarca, 2002, 35mm, cor, 113’ | Legendas em português
Mads Mikkelsen, Sonja Richter, Nikolaj Lie Kaas, Paprika Steen, Stine Bjerregaard, Birthe Neumann, Niels Olsen, Ronnie Hiort Lorenzen
Dogma # 28. Os planos de um jovem casal de noivos são brutalmente intrerrompidos quando o homem é atropelado e fica tetraplégico. Algum tempo depois, a mulher se envolve num caso amoroso com um médico cuja esposa fora responsável pelo acidente que vitimou seu parceiro. Tomando algumas liberdades em relação às regras do manifesto, esse 28º filme a conquistar o selo de aprovação do Dogma é um legítimo melodrama que escapa às convenções do gênero pela ironia e frieza com que aborda as situações exploradas pelo roteiro.
Classificação indicativa: 16 anos
qua 28 21h00 | sex 30 19h00 | dom 01 18h00

Os Idiotas (Idioterne), de Lars von Trier
Dinamarca/Suécia/França/Holanda/Itália, 1998, 35mm, cor, 117’ | Legendas em português | Exibição em DVD
Bodil Jorgensen, Jens Albinus, Anne Louise Hassing, Troels Lyby, Nikolaj Lie Kass, Henrik Prik
Dogma #1. Grupo de amigos saudáveis e de bom nível social se muda para uma propriedade nos subúrbios de Copenhagen, onde passam a se comportar propositalmente como doentes mentais, constituindo uma comunidade dedicada a exlorar a idiotice como modo de vida. Agindo o tempo todo como se fossem portadores de debilidade mental, não apenas na relação com as outras pessoas, mas também entre si, eles julgam estar se colocando à parte dos valores nos quais se funda a sociedade capitalista contemporânea e expondo a hipocrisia e o preconceito de seus concidadãos. Primeiro filme realizado de acordo com os preceitos do Dogma a ser lançado nos cinemas, foi concluído mais de dois anos depois da publicação do manifesto e conquistou uma indicação à Palma de Ouro em Cannes em 1998.
Classificação indicativa: 18 anos
qua 28 19h00 | sex 30 21h00 | ter 03 19h00

Mifune (Mifunes sidste sang), de Søren Kragh-Jacobsen
Dinamarca/Suécia, 1999, 35mm, cor, 98’ | Legendas em português
Anders W. Berthelsen, Iben Hjejle, Jesper Asholt, Sofie Gråbøl, Emil Tarding, Anders Hove
Dogma #3. No dia do seu casamento com a filha do patrão, jovem yuppie de Copenhagen é informado da morte de seu pai e precisa viajar para a propriedade de sua família, onde confrontará um passado que omite de si mesmo e de seus próximos, que inclui o suicídio de sua mãe e a existência de um irmão com deficiência mental. Ele se esforça para resolver seus problemas o mais rapidamente possível, providenciando o enterro do pai e contratando uma governanta para o irmão, mas nem tudo sai como o planejado.
Classificação indicativa: 14 anos
ter 27 19h00 | qui 29 21h00 | sáb 31 19h00

Nas suas mãos (Forbrydelser), de Annette K. Olesen
Dinamarca, 2004, 35mm, cor, 101’ | Legendas em português | Exibição em DVD
Ann Eleonora Jørgensen, Trine Dyrholm, Lars Ranthe, Nicolaj Kopernikus, Sarah Boberg, Benedikte Hansen, Joel Hyrland
Dogma #34. Mulher recém-formada em Teologia é chamada para substituir o padre de uma penitenciária feminina e toma contato pela primeira vez com a dura e instável realidade de um presídio. Apesar da resistência com que é inicialmente recebida, ela acaba pouco a pouco ganhando a confiança das presas – particularmente da misteriosa Kate, que, segundo as outras detentas, possui poderes sobrenaturais. Em seguida, ela descobre que, após muitos anos tentando, sem êxito, ter um filho, está grávida – e que este fato pode estar misteriosamente relacionado à prisioneira Kate. Drama denso que propõe uma reflexão sobre a oposição entre o conhecimento e a fé e entre a dor e o amor.
Classificação indicativa: 14 anos
ter 27 21h00 | qui 29 19h00 | sáb 31 21h00


PALESTRANTE

BODIL MARIE STAVNING THOMSEN é Professora Associada de Cultura e Mídia no Departmento para Estudos Escandinavos e membro do Conselho Acadêmico da Universidade de Aarhus, Dinamarca, desde 1998. Autora de mais de uma centena de publicações sobre arte e cultura em dinamarquês, norueguês, sueco, finlandês, inglês e português, além de editora de 10 periódicos e livros. Desde 1979, tem sido palestrante convidada em diversas universidades, colégios e outras instituições culturais e de ensino na Dinamarca e em diversos outros países, inclusive como Professora Visitante financiada pela Fulbright, em 2005, na Universidade de Washington, Seattle, EUA. Consultora e colaboradora da The New Danish Encyclopedia (1991-2009) e consultora, desde 1990, do Festival de Cinema de Aarhus e de diversas redes de TV e rádio dinamarquesas. Memb ro do Conselho do Danish Film Museum – DFI, e de
Diversas outras instituições culturais e de pesquisa na Dinamarca. De 1999 a 2002, foi coordenadora do projeto de pesquisa Realidade, Realismo e o Real em perspectiva visual, financiado pelo Danish Research Council of the Humanities. De 2008 em diante, vem coordenando o projeto de educação superior NordPlus, que envolve as universidades de Oslo, Estocolmo, Trondheim e Aarhus e a Art Academy de Helsinki, em pesquisa sobre o tema Globalização, o Norte e as formas de arte.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Curadores da Mostra de Bollywood dão entrevista para MTV

Vale conferir:

http://mtv.uol.com.br/noticiasmtv/videos/conheca-bollywood-industria-cinematografica-indiana

terça-feira, 20 de julho de 2010

Dogma 95 - Cinemateca Brasileira




DOGMA 95 – 15 ANOS DEPOIS
27 de julho a 03 de agosto de 2010

Prescrevendo uma estética de despojamento e transparência, o movimento Dogma 95 teve seus fundamentos expostos num manifesto assinado pelos cineastas dinamarqueses Lars von Trier e Thomas Vinterberg (posteriormente ratificado pelos conterrâneos Kristian Levring e Søren Kragh-Jacobsen), tornado público em março de 1995, durante as comemorações do centenário do cinema, em Paris. Passados 15 anos daquele momento, o documento motivou a produção, em todos os continentes e numa infinidade de contextos sócio-culturais, de quase uma centena de filmes que cumprem estritamente os preceitos do programa e, assim, ganharam seu “certificado” e um número na filmografia oficial do Dogma. Para além deste acervo, o manifesto ecoou em larga parcela da produção audiovisual posterior, suscitando reflexão e ampliando possibilidades, e permanece como última manifestação programática de uma estética para o audiovisual contemporâneo. Com o objetivo de reapresentar o contexto histórico e geografico de onde emergiu o estilo e sua evolução, a Cinemateca Brasileira oferece a mostra DOGMA 95 – 15 ANOS DEPOIS. Contando com o apoio da do Instituto Cultural da Dinamarca, a programação traz uma pequena amostragem de filmes escandinavos ligados ao movimento, incluindo uma de suas obras inaugurais, Os Idiotas – lançada três anos depois da publicação do manifesto e dirigida pelo seu mais notorio signatário, Lars von Trier – e produções dinamarquesas recentes, como Nas suas mãos, o 34º lançamento a receber a chancela oficial do Dogma. Apesar de incluir apenas quatro filmes, a mostra permite um paralelo entre a produção incial ligada ao Dogma e os filmes mais recentes produzidos segundo seus preceitos em seu país de origem. Na terça-feira, dia 3 de agosto, às 21h00, após sessão do filme Os Idiotas, a Professora Associada de Cultura e Mídia Bodil Marie Stavning Thomsen, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, apresenta uma palestra sobre o Dogma, o contexto em que foi originado e sua evolução, com tradução simultânea.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

primeira mão!

CINEMATECA BRASILEIRA REALIZA A
IV JORNADA DO CINEMA SILENCIOSO
EM AGOSTO

No evento de abertura será exibido o filme CONTRA O ORGULHO / Gunnar Hedes Saga, de 1923, com acompanhamento musical de Dino Vicente

A Cinemateca Brasileira realiza entre os dias 6 e 15 de agosto a IV Jornada Brasileira de Cinema Silencioso, evento dedicado ao cinema mundial produzido entre o final do século XIX até aproximadamente 1930, quando a chegada do som modificou os rumos da arte cinematográfica. Em sua quarta edição, a Jornada se integrou definitivamente ao calendário cultural de São Paulo e do país, proporcionando a um público maior e mais diversificado o contato com filmes e experiências do período silencioso do cinema brasileiro e mundial.

Com curadoria geral de Carlos Roberto de Souza, todos os filmes programados para a IV Jornada Brasileira de Cinema Silencioso serão exibidos com acompanhamento musical ao vivo na Sala Cinemateca-BNDES e em projeção silenciosa na Sala Cinemateca-Petrobras. A curadoria musical da Jornada é de responsabilidade do músico e compositor Livio Tragtenberg.

Como nas edições anteriores, uma cinematografia nacional do período silencioso é privilegiada a fim de destacar os trabalhos dos arquivos de filme de um determinado país. Nesta quarta edição o foco é o cinema silencioso da Suécia e as obras selecionadas são resultado de restaurações da Cinemateca Sueca. Ao todo são 35 títulos que se dividem em seis programas.

Cinema Silencioso Sueco

O cinema das primeiras décadas foi predominantemente europeu e os países nórdicos desenvolveram uma indústria cinematográfica que espalhou filmes por todo o mundo até a eclosão da I Guerra Mundial. Apesar de, no pós-guerra, a indústria europeia haver perdido sua importância econômica para o cinema de Hollywood, a Suécia teve uma das cinematografias mais brilhantes da história do cinema, com diretores como Victor Sjöstrom e Mauritz Stiller realizando obras de grande expressão artística, isso sem falar nos grandes atores de cinema surgidos no país, no qual avultam os nomes de Lars Hanson e Greta Garbo.

Em colaboração com o Svenskafilminstitutet/Kinemateket – o arquivo de filmes sueco, um dos mais antigos do mundo – em 2010 a Jornada apresenta uma seleção de obras que permitirá um panorama amplo e diversificado do cinema do período silencioso da Suécia e dos trabalhos de restauração de filmes que vem há décadas sendo desenvolvido naquele país.

Ao lado de obras marcantes de Sjöström e Stiller em novas restaurações, poderemos apreciar o primeiro registro cinematográfico feito na Suécia (Konungens av Siam landstigning vid logårdstrappan / Chegada do rei Sião a Logårdstrappan, 1897) e o famoso Häxan/A Feitiçaria através dos tempos (Benjamin Christensen, 1922), numa cópia que o curador do arquivo sueco considera a mais bela de seu acervo.

A conferência inaugural da IV Jornada ficará a cargo de Jon Wengström, curador do arquivo sueco de filmes, e irá abordar os trabalhos de preservação realizados na Suécia e falará dos critérios que orientaram sua seleção dos Tesouros da Cinemateca Sueca, a qual inclui dois filmes estrelados por Greta Garbo – Die freudlose Gaße / A Rua das lágrimas (G.W. Pabst, Alemanha, 1925) e Flesh and the Devil / A Carne e o diabo (Clarence Brown, Estados Unidos, 1926), além do único fragmento existente da colaboração da atriz com Sjöstrom, The Divine Woman / A Mulher divina (Estados Unidos, 1928) –, o escandaloso Afgrunden/O Abismo (Urgan Gad, Dinamarca, 1910) e o extraordinário The Wind / Vento e areia (Estados Unidos 1928), dirigido por Sjöstrom e estrelado por Lillian Gish, que será apresentado na versão sonorizada musical lançada na época.

Outros destaques da seleção são os filmes The Dawn of a Tomorrow / A Aurora de um amanhã (James Kirkwood, Estados Unidos, 1915), estrelado por Mary Pickford, e o surpreendentemente ousado Tretia Meshchanskaiaa / Rua Mechanskaia, 3 ou Sofá e cama (Abram Room, União Soviética, 1927).

Para a seção permanente da Jornada Brasileira de Cinema Silencioso dedicada às Giornate del Cinema Muto, de Pordenone – a maior manifestação cinematográfica mundial dedicada ao cinema silencioso – o comitê diretor desse evento selecionou produções americanas, sendo a mais antiga o surpreendente Regeneration / Regeneração (1915), dirigido pelo famosíssimo Raoul Walsh, When the clouds roll by / Enquanto passam as nuvens (1919), dirigido por Victor Fleming (futuro diretor de Gone with the wind / E o vento levou, 1939) e estrelado por Douglas Fairbanks (que com Mary Pickford encarnou casal norte-americano por excelência) e Stage struck / Este mundo é um teatro (Allan Dwan, 1925), estrelado por Gloria Swanson, a futura Norma Desmond de Sunset Boulevard / Crepúsculo dos deuses (1950).

A seção brasileira da IV Jornada vai exibir alguns documentários de longa-metragem restaurados (ou em processo de restauração) pela Cinemateca Brasileira nos últimos anos, como o Companhia Paulista de Estrada (sic) de Ferro ou o Companhia Mogyana, que retratam trabalhos industriais e de instalação dos principais ramais dessas ferrovias em diferentes cidades do Estado de São Paulo. No longa-metragem de ficção O Segredo do corcunda (Alberto Traversa, 1924), o trem tem uma função dramática importante ao ligar a capital paulista, com a imponente Estação da Luz, a uma pequena cidade do interior, com sua modesta estaçãozinha de trem. Turíbio Santos, violonista emérito e diretor há muitos anos do Museu Villa-Lobo, é o convidado especial desta seção.

No programa Janela para a América Latina será exibido o longa-metragem Wara Wara, realizado na Bolívia em 1929 por José María Velasco Maidana, que relata um episódio da civilização inca durante a invasão espanhola. Este filme, único silencioso remanescente da produção boliviana, acaba de ser restaurado no laboratório L’Immagine Ritrovata, em Bolonha, na Itália, e apresentado no festival Il Cinema Ritrovato, organizado anualmente pela Cinemateca da Municipalidade de Bolonha.

Para homenagear os 80 anos da produtora Cinédia, principal empresa cinematográfica brasileira da década de 1930 fundada por Adhemar Gonzaga, a IV Jornada apresentará Lábios sem beijos, dirigido por Humberto Mauro, único filme silencioso da produtora (os filmes seguintes foram sonorizados com acompanhamento musical, diálogos sincronizados e, em seguida, cem por cento falados).

A curadoria musical da III Jornada Brasileira de Cinema Silencioso estará novamente sob a responsabilidade de Livio Tragtenberg, e entre alguns músicos participantes estarão Ruggero Ruschioni, André Juarez, Ricky Villas, Zé Luis Rinaldi, Dimos Goudaroulis, Marcio Nigro, Dino Vicente, Laércio de Freitas, Eric Nowinski, Paulo Rubens Costa, Ricardo Reis, Gustavo Barbosa, Giuliano e Alexandre, Basavazi (André Bandeira), Dante Pignatari, Ricardo Carioba, Matheus Leston, Turibio Santos, Wandi Doratiotto e Danilo.

Abaixo segue a lista completa de filmes.

Para agendar entrevistas, favor entrar em contato com Flavia ou Daniele, da F&M Procultura (flavia@procultura.com.br / daniele@procultura.com.br – tel 11 3263-0197).


Serviço:
III Jornada Brasileira de Cinema Silencioso, de 06 a 15 de agosto de 2010

- Cinemateca Brasileira – Sala Cinemateca BNDES (205 lugares + 4 para cadeirantes) / Sala Cinemateca Petrobras (110 lugares)
Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Clementino
Telefone: 11 3512-6111
Entrada franca