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quarta-feira, 31 de março de 2010

Associação Vida Jovem - A vida é feita de escolhas



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Produção:
Redação - Mariana Pestana
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Projeto Gráfico - Ailton de Oliveira
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quinta-feira, 25 de março de 2010

Carlos Manga e sua trajetória no Cinema


Cinemateca recebe o diretor e cineasta numa palestra aberta ao público



Foi sob a batuta de Carlos Manga que a chanchada explodiu no cinema brasileiro, alçando Oscarito e Grande Otelo à fama. No mês de abril, a Cinemateca Brasileira presta uma oportuna e merecida homenagem ao cineasta, diretor e roteirista, apresentando alguns de seus filmes mais marcantes e recebendo-o, no dia 7, quarta-feira, às 20h, para conversar com o público sobre sua trajetória e “os anos dourados da Atlântida”, a lendária produtora brasileira que teve Manga como um de seus mais importantes diretores.

Além de exibir cenas de filmes de sucesso, como “Nem Sansão nem Dalila” (1954), “Matar ou correr” (1954) e “O homem do Sputnik” (1959), o diretor, hoje com 82 anos, falará sobre sua carreira, uma das mais longevas e bem sucedidas do audiovisual brasileiro. Começando nas chanchadas dos anos 50 e seguindo, nos anos 60, para a produção de alguns programas musicais para a televisão, na sequência, e a convite de Chico Anysio, Carlos Manga estreou na Rede Globo dirigindo Chico City. Trabalhando na emissora, Manga encontrou novamente o reconhecimento que havia conseguido por sua produção cinematográfica comercial. A partir de minisséries como "Agosto" ou "Engraçadinha" e de novelas que despertaram a opinião pública, como "Torre de Babel", ele adquiriu, na televisão, um status que o tornaria o homem a frente da homenagem oficial da Globo aos 450 anos da cidade de São Paulo: o diretor de "Um só coração".

Serviço:
Palestra “A trajetória de Carlos Manga”
Quando: 07 de abril de 2010
Horário: 20h
Entrada Gratuita
Local: Cinemateca Brasileira
Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Sala BNDES
Vila Clementino São Paulo SP
Mais informações: 3512-6111 ramal 215
Imprensa: Claudia Rossi – (11) 8753-0991
Mariana Pestana – (11) 8553-5255

terça-feira, 16 de março de 2010

Eventos da Moda - Sustentabilidade, a tendência do mundo

Segundo o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável, o mercado de eventos é um dos que mais cresce no Brasil – são aproximadamente 330 mil eventos como congressos, feiras, seminários e workshops, por ano – e, nesse ritmo progressivo, uma tendência acompanha essa evolução: a sustentabilidade.
Garantindo credibilidade e prestígio, os produtos e serviços que respeitam o meio ambiente estão em forte expansão quando o assunto é evento. “Um dos princípios da sustentabilidade empresarial é a conscientização dos funcionários e, conseqüentemente, dos seus clientes e fornecedores. Com eventos, as empresas conseguem mostrar, de uma forma descontraída, suas ações sócio-ambientais para seus três tipos de público”, explica Fabiola Aguiar Dib de Souza, proprietária da Bazza Produções Sustentáveis.
Uma pesquisa do Instituto Akatu, instituição que luta pelo consumo consciente, revela que os impactos ambientais em eventos acontecem devido ao excesso de consumo de energia e da grande quantidade de lixo produzidos ao final de cada show, feira e afins. Dessa forma, para evitar tais desgastes, algumas medidas passaram a ser tomadas, criando assim o conceito de evento sustentável.
No entanto, é necessário saber definir o que é essa produção da moda. E, para isso, Fabiola Aguiar tem a resposta na ponta da língua: “Para ser sustentável é necessário ter um processo de reaproveitamento do lixo, uso de materiais recicláveis – banner produzido a partir de pet, brindes produzidos a partir de pneu, vidro e sola de sapato – produção de uniformes feitos de materiais naturais – bambu e pet – e dar a opção de um Buffet orgânico, evitando o desperdício alimentar, são algumas das características desses eventos ambientais”. Agora, é colocar em prática.
Por falar em execução, o Akatu cita, como projeto exemplo, um Stand do Banco Real elaborado para o São Paulo Fahion Week. Na montagem, a madeira foi substituída por MDF, o piso recebeu revestimento fabricado com plástico 100% reciclado e os tecidos e tapetes usados foram confeccionados com fios de origem vegetal. Marca registrada da sustentabilidade.
Conheça a Bazza Produções Sustentáveis
Há 10 anos no mercado, a empresa levava o nome de Able, até esse ano. Contudo, em março de 2009, os proprietários resolveram focar no nicho de eventos sustentáveis, apenas, e mudaram o nome para – Bazza Produções Sustentáveis.
Provindo de uma expressão italiana, Bazza significa sorte e sucesso, uma mescla de desejos bons que a empresa propõe aos seus clientes.
Em suas metas, a empresa destaca sua principal proposta: realizar eventos com menor dano ambiental possível.

Para mais informações, acesse - bazzaproducoes.com.br

terça-feira, 2 de março de 2010

O típico francês, em São Paulo



Há quem jure de pés juntos que o conceito de Bistrô tenha surgido na Rússia. A teoria é fundamentada devido a uma questão linguística e, talvez, bélica - bystro em russo quer dizer rápido, adjetivo usado pelos soldados quando entravam em restaurantes e pediam suas refeições. Já os mais tradicionais ou amantes da França, dizem que esse tipo de restaurante surgiu na Cidade Luz, na Guerra. Os homens iam para as batalhas e as mulheres passavam a cozinhar e servir almoços em suas próprias casas, criando assim a idéia de um ambiente acolhedor.

A origem duvidosa é substituída pelo tradicionalismo, facilmente. Bistrô, na França, é um local bem popular, onde se toma um café, vinho ou qualquer outro tipo de bebida alcóolica e se degusta refeições simples. Mais do que o cardápio desse lugar gastronômico, o ambiente é o ponto diferencial para a criação desse conceito. Exatamente por esse fato que denomina-se bistrô todo restaurante pequeno e charmoso que mais parece extensão de sua casa.

Da história européia para o mundo, as casas deliciosas e intimistas se espalharam pelos continentes e marcaram territórios. Em São Paulo, na década de 50, os cafés já seguiam tendências francesas, as quais eram notadas a partir da decoração, luz e chef, por exemplo. Fatos que foram se enraizando na cultura brasileira com o passar do tempo.

Atualmente, bairros como Jardins, Moema, Higienópolis e Perdizes recebem, de braços abertos, esse tipo de comércio. Por sinal, ótima alternativa para quem quer sair da rotina de trabalho e relaxar um pouco, enquanto degusta um agradável vinho.

Seguindo os passos parisienses, o Café Blés d'Or tem em seu ambiente - projeto da arquiteta Teresa Mascaro - fotos em p&b, um acolhedor jardim de inverno, piso com formas geométricas em preto e branco, no espaço externo, e, na parte interna, marcas de meia luz nas mesas e vitrines de pães e doces. Enfim, um projeto desenhado para ter a cara de um bistrô.

Apesar do ambiente falar por si só, as caracteríticas francesas não param por aí. O menu oferece chá Lipton importado, queijos diversos, frios e vinhos; geléias da casa, chutney de manga e abacaxi, terrines de Foie e de Campagne, pães, folhados, bolos, cookies, brownies e quiches.

Por fim, mas de muita relevância, o Blés d'Or abriga um gatinho preto que circula por todo local fazendo graça nas mesas. O nome do felino pouco importa, nesse instante, mas cabe aspirar algo que combine com a casa. Quem sabe Charlô? Com certeza, mais uma ótima combinação!

Blés d' Or
Rua Tuim - 653 - Moema - São Paulo - SP
Tel: (11) 5532-0183

segunda-feira, 1 de março de 2010

Para quem não conhece a Cinemateca Brasileira e para quem acha que conhece...



Cinemateca Brasileira – um dos maiores acervos de imagem em movimento da América Latina que além de preservar todo conteúdo cinematográfico nacional, realiza a maior difusão do cinema brasileiro.

De relevância histórica e importância cultural, a Instituição que completará 70 anos em 2010 é, sem dúvida, uma conquista que custou muito trabalho, luta contra intervenção política, dedicação e estudo. Tudo isso acabou resultando em um órgão – aquele que guarda, conserva e exibe filmes nacionais – de uma densidade ímpar. A Cinemateca Brasileira além de ter uma arquitetura admirável, composta pelos prédios restaurados do antigo Matadouro Municipal de São Paulo, é fonte de muita cultura, conhecimento e brasilianidade. Como um universo que aspira e respira cinema nacional.

O primeiro passo para apresentar a Cinemateca Brasileira é, sem dúvida, abrir o seu acervo: são 250 mil rolos de filmes que correspondem a 35 mil títulos. Obras de ficção, documentários, cinejornais, publicidade e registros familiares, brasileiros e estrangeiros, de 1895 até os dias de hoje, fazem parte da Instituição. No entanto, a função da Cinemateca vai muito além disso – apesar da instituição ser a depositária oficial dos filmes brasileiros, seu trabalho não restringe ao acervo, apenas.
Apresentando a Cinemateca Brasileira em sua íntegra fica mais fácil entender que o órgão é um pólo de informação, restauração e difusão da cultura brasileira.

Catalogação

A área de Catalogação é aquela que desenvolve uma função inicial na Cinemateca e que está totalmente interligada às demais áreas. Dentre as atividades executadas pelo setor estão: a criação de documentos com informações dos materiais em película, VHS e DVD, a incorporação dos materiais audiovisuais que chegam ao arquivo, a elaboração de um boletim de entrada de um título – análise manual do filme por meio de uma mesa própria – descrição de conteúdo dos materiais audiovisuais de não-ficção e elaboração de sinopses dos materiais ficcionais.
Todos esses boletins e relatórios seguem uma formatação padrão, para garantir que as análises serão feitas a partir dos mesmos critérios e que as informações estão devidamente organizadas. No caso da sinopse, por exemplo, a Catalogação pode consultar diferentes edições e buscar informações em locais distintos, mas tudo tem que ser compilado e seguir uma mesma linha de raciocínio.
Pensando na questão organizacional, a Catalogação é uma área de extrema importância para todos os demais setores da Cinemateca.

Documentação

O Centro de Documentação e Pesquisa é a área que pesquisa todas as informações sobre um filme, coleta material e reúne tudo em um grande acervo para conhecimento e visitação pública. É a partir da Documentação que as pessoas podem ter acesso a filmes, informações precisas sobre aquilo que pesquisa e conhecimentos gerais sobre o cinema nacional.

Na Biblioteca Paulo Emilio Salles Gomes um leque de livros, periódicos, catálogos, folhetos, pesquisas e artigos acadêmicos – totalizando 23.000 itens especializados em cinema - podem ser consultados. Já no setor de Arquivos Pessoais e Institucionais há de tudo um pouco: de críticas as cartas, artigos a lembretes, roteiros, rascunhos e afins dos maiores diretores e pesquisadores do cinema brasileiro. O acervo fotográfico é o local onde são encontradas imagens de filmes brasileiros e estrangeiros.

Por fim, o setor de pesquisa é aquele que localiza e decifra tudo sobre os filmes e materiais cinematográficos publicados. Dividido em duas vertentes, o setor trabalha com o Anuário do Cinema Brasileiro e a Filmografia Brasileira. A primeira é aquela linha que reúne todas as informações, críticas, pequenas manchetes e grandes matérias publicadas nos principais jornais brasileiros. Nesse anuário, as pessoas podem encontrar matérias publicadas a partir de 1954 e, atualmente, ele já é alimentado diariamente pela Cinemateca e conta com mais de 70.000 recortes.

Já a Filmografia Brasileira reúne informações sobre a produção cinematográfica brasileira e elabora as fichas técnicas dos filmes. O setor coleta dados precisos de uma produção – data, elenco, prêmio, sinopse, descrição – reúne em um banco de informações e disponibiliza ao público. Entre longas, curtas, cinejornais e registros domésticos são mais de 40 mil filmes registrados.

A base de dados do Centro de Documentação e Pesquisa está disponível via internet e qualquer pessoa que tem pouco tempo para pesquisar in loco, por exemplo, pode fazer sua pesquisa virtualmente e encaminhar um e-mail com o que vai precisar - doc@cinemateca.org.br – tornando a busca mais rápida.

O Centro de Documentação e Pesquisa está aberto para atendimento ao público de segunda a sexta das 9h às 17h e aos sábados das 14h às 18h.

Todas as visitações – site, Biblioteca e demais áreas do Centro de Documentação e Pesquisa – são controladas por um livro de registro e por meio do Google Analytics. No período de um mês, o programa conseguiu detectar mais de 10.000 visitas no espaço virtual, partindo de 50 países distintos.


Preservação

O material depositado na Cinemateca necessita de cuidados permanentes, revisão técnica e exames. Um trabalho que precisa de atenção e análise, constantemente.

A preservação desses conteúdos, uma das missões da Instituição, em primeiro lugar, requer um ambiente apropriado com controle de temperatura e umidade. Desde 2001, a Cinemateca conta com o Arquivo das Matrizes, um espaço desenhado especialmente para conservação de filmes. Com divisão apropriada – depósitos para películas em p&b, coloridas, espaço não climatizado para cópias de filmes e um local especial para armazenamento de películas em nitrato, material inflamável – o Arquivo de Matrizes é o primeiro espaço no Brasil com tal estrutura. Devido a esse Arquivo devidamente climatizado, os filmes conseguem sobreviver por um longo período.

A área de Preservação fica responsável por todo o processo que envolve a guarda e uso dos filmes – manipulação, limpeza, embalagem e guarda. Além dessa função, o setor também realiza análises individuais dos títulos, podendo então indicar a necessidade de restauração e duplicação de obras cinematográficas.

Laboratório de Imagem e Som

O Laboratório de Imagem e Som da Cinemateca foi criado com a intenção de se tornar apto a lidar com filmes deteriorados e com alto grau de danificações. Reconhecido como um centro de referência, o Laboratório da Cinemateca realiza um trabalho extremamente minucioso, cuidadoso e de operações demoradas.

O primeiro passo para o processo de restauração é abrir uma ficha de processamento e contar como esse filme chegou à Cinemateca: em quais formatos o título está, o que é preciso fazer e qual é o melhor formato para mantê-lo preservado. Essa ficha acompanhará todas as próximas etapas e mostrará os resultados do trabalho. É uma espécie de laudo ou, melhor, um prontuário.

Após a abertura da ficha, é realizada uma revisão físico-química. A idéia desse primeiro contato é ter uma noção, a partir de um processo manual, do que será trabalhado. Feito isso, a cópia começa a ser executada. Nessa etapa, testes de luz, análise de fotograma, lavagem e secagem do filme e diversos outros artifícios são feitos. Por último, o filme é levado para revelação e análise final.

Dependendo do grau de comprometimento do material, é necessária a intervenção digital. Os fotogramas são escaneados em alta resolução e posteriormente tratados para, depois, serem transferidos para película. Essa intervenção é chamada de digitalização e corresponde a uma tecnologia de ponta, artifício que completa o manuseio artesanal de uma restauração.


Em média, 10 minutos de um filme (350 metros de rolo) demora 1h30 para ser restaurado. Além do processo de restauração ser minucioso é um artifício caro. Um título se torna preservado quando são produzidos três formatos dele: máster, contratipo e cópia. Considerando o custo elevado, a Cinemateca trabalha conservando seus filmes em duas versões, somente. Uma será utilizada para difusão e a outra para preservação.

O Laboratório de Restauração está atualmente equipado para a recuperação de filmes silenciosos e sonoros, 16 e 35mm. Possui também equipamentos para duplicar materiais para suportes em vídeo e DVD, em sistemas analógicos e digitais.


Projetos de Restauração do Laboratório de Imagem e Som da Cinemateca Brasileira

Os projetos de restauração da Cinemateca são realizados a partir de parcerias com grandes empresas e produtores.

1. Restauração Digital da filmografia de Joaquim Pedro de Andrade

Desde 2003, por meio de um patrocínio da Petrobras, toda a filmografia de Joaquim Pedro de Andrade vem sendo restaurada digitalmente e em alta definição. São 14 títulos, 700 minutos entre documentário e ficção, realizados de 1959 – 1981.

2. Acervo Glauber Rocha

Cooperação técnica para a restauração do acervo Glauber Rocha. Atualmente, estão sendo trabalhados os longas-metragens Barravento e A idade da terra.

3. Restauração de Filmes da Cinédia

A Cinemateca Brasileira e a Cinédia, uma produtora carioca, a partir do convênio firmado com o Ministério da Cultura e com o Instituto para Preservação da Memória do Cinema Brasileiro, trabalham na confecção de cópias e matrizes para a preservação de nove títulos da produtora: Lábios sem beijos, Jovem Tataravô, Samba da Vida, Maridinho de Luxo, Sedução no Garimpo, Onde estás, Felicidade?, O Dia é Nosso, Tereré Não Resolve e Mãe.

4. Restauração Analógica de Limite

Em parceria com o Arquivo Mário Peixoto, a Cinemateca Brasileira cuida da restauração analógica (filme para filme) de Limite, a partir da pesquisa de matrizes guardadas e da comparação entre elas.

Difusão

Essa área é responsável pela elaboração da programação da Cinemateca. Tudo que será exibido na Sala Petrobras (110 lugares) e BNDES (205 lugares) é produzido, discutido e montado, com um ano de antecedência, pelo setor de Difusão.

Os filmes precisam dialogar uns com os outros e, para isso ser feito, a temática de uma mostra ou o mote da programação precisa ser estudado, cuidadosamente, fato que justifica o tempo levado para elaborar a programação da Cinemateca.

As salas de exibição funcionam de terça a domingo, com programações permanentes de cinema brasileiro, mostras e festivais. Os títulos exibidos são mesclados: a maioria faz parte do próprio acervo da Cinemateca, uma forma de cultivar e demonstrar o conteúdo próprio da Instituição, os demais filmes são empréstimos de mostras e demais acervos internacionais.

Além da montagem das mostras e demais exibições, a Difusão fica também com a responsabilidade de atender a solicitações para pesquisa e exibições de cópias do acervo, bem como aos pedidos de utilização de imagens já existente em novas produções. Todas as solicitações são encaminhadas para os detentores dos direitos legais sobre as obras. Havendo a liberação legal para o uso das imagens, a Cinemateca concede o material.

Sobre as Programações Fixas.

Jornada Brasileira de Cinema Silencioso

Com a intenção de levar ao público de diferentes gerações, e que muitas vezes não tiveram acesso ao Cinema Silencioso, a Jornada propõe uma busca por um espetáculo cinematográfico das primeiras décadas do século XX.

Em seu quarto ano de existência, a Jornada Brasileira de Filme Silencioso consegue reunir, em uma semana de exibição, mais de seis mil pessoas. O segredo desse interesse por essa programação específica é diverso. Além de a proposta envolver um acompanhamento musical e dar vida às apresentações, os filmes também são introduzidos por uma curadoria.

Devidamente apresentados e discutidos – quem fez a produção, quando foi realizada, qual é o contexto que envolve o título – o Cinema Silencioso passa a dialogar com o seu espectador.

Em 2010, a Jornada Brasileira convidou a Suécia, como país estrangeiro. Para a temática explorada no Brasil, o Cinema Silencioso abordará do sistema ferroviário. Em agosto.


Cinemateca SP

No mês de janeiro, a Programação conta com a Cinemateca SP, um projeto que tem como mote o aniversário da cidade de São Paulo. Nesse período encontrará filmes como: 9 de julho, Migrantes, Evocações de Anchieta, entre outros.


Verão de Clássicos

Ao longo de todo o mês de fevereiro, segue em cartaz na Cinemateca Brasileira a mostra VERÃO DE CLÁSSICOS, que aproveita o período de férias escolares e universitárias para exibir em película uma seleção extremamente diversificada de filmes cultuados, raridades e clássicos do cinema.

Curta Cinemateca

Desde 2004 a Cinemateca mantém um espaço em sua grade de programação para o curta-metragem brasileiro. Em sessões gratuitas todas as terças-feiras e sábados, às 18h00.


SIBIA – Sistema Brasileiro de Informações Audiovisuais

O Sistema Brasileiro de Informações Audiovisuais é um programa que promove uma rede de informação entre 42 Instituições – públicas e privadas de todo o Brasil – e que tem como objetivo mapear e listar os filmes brasileiros dispersos. A idéia do projeto é conseguir, da forma mais detalhada possível, relatar o estado de conservação e, posteriormente, definir a melhor forma de preservação dos títulos de todos esses arquivos mencionados.

Nesse ano, o programa que reúne do Oiapoque ao Chuí e que vem criando esse plano de restauração nacional completa seis anos de existência. Levando em consideração que ainda há muita produção para ser mapeada por todo território nacional, o trabalho parece começar a ter um caráter duradouro, sem uma data limite para finalização.
A idéia do SIBIA é conseguir, por fim, implantar um sistema – via internet – onde será carregada uma base de dados com todas essas informações.

O Sistema Brasileiro de Informações Audiovisuais reúne, em São Paulo, anualmente os 42 representantes das Instituições que compõe o programa. Os encontros são feitos na sede da Cinemateca Brasileira e tem como objetivo aproximar as informações colhidas e discutir todos os processos desse trabalho. Um verdadeiro encontro nacional.

Cinemateca Brasileira
Largo Senador Raul Cardoso, 207
Vila Mariana - São Paulo - SP
Tel: 5511 5084-2177